Sábado, Julho 30, 2005

Li meu primeiro Wodehouse. Fechei o livro há pouco. Posso dizer que eu nunca lera nada parecido. Na verdade, já o poderia dizer desde o primeiro capítulo, mas, claro, digo-o agora com um entusiasmo ainda maior, acrescentado de alguma melancolia por ter terminado (melancolia incontornável, mas desnecessária, já que há muitos outros volumes provavelmente tão sublimes quanto este para serem lidos).

Logo nas primeiras páginas de Obrigado, Jeeves você se afeiçoa por Bertram Wooster e por seu mordomo de um modo franco, absoluto. Você, de imediato, abandona todas as suas concepções sobre como se portar em relação a si próprio e aos outros e, de bom grado, passa a acreditar em tudo o que eles acreditam. E é tão bom acreditar no que eles acreditam, tão apaziguador.

Bertram, ou mais intimamente Bertie, por exemplo, não põe dúvidas sequer por um segundo de que praticar disciplinadamente seu simpático banjolele é o que há de primordial e inadiável na sua rotina. Treinar a execução de I Want An Automobile With A Horn That Goes Toot-Toot é mais importante e justo do que qualquer convulsão frenética que possa estar a ocorrer nos apartamentos vizinhos. Jeeves, o sábio Jeeves, por sua vez, demonstra com eloquência ter muito clara para si a certeza de que uma citação literária apresentada no momento apropriado enobrece vastamente a nossa linguagem, o que só pode nos elevar (o que me leva a dizer que continuo acreditando, principalmente depois de assistir a filmes como A Má Educação, que elevação é a meta razoável para as minhas horas de apreciação artística, embora a idéia toda, sob o olhar do vulgo, possa parecer anacrônica).

Aqui me detenho um pouco mais, porque é justamente um dos pontos que mais me seduziram no livro de Wodehouse: a joie de vivre reflete-se com exatidão na conversação elegante, joie de parler. Bertie e Jeeves, quando dialogam (e eles dialogam muito e você quereria que eles o fizessem ainda mais), estão sempre à procura da mot juste, com bom humor e cumplicidade irônica.

Acompanhar essa cumplicidade irônica, sutil, entre Bertie, o patrão, dândi desmiolado segundo a opinião pública inglesa, e Jeeves, o mordomo de talhe nobre e cérebro brilhante (que tanto cita Keats quanto passa calças perfeitamente) é acompanhar a história por trás do enredo, ou melhor, o comentário sagaz e despreocupado por trás do enredo: Bertie e Jeeves estão sempre dentro e fora da trama, ora atuando ora medindo os atos, acertando as conclusões. Seja qual for a situação, mesmo quando Bertram parece atordoado com a possibilidade de ser obrigado a casar-se, os dois sugerem sempre uma aura de invulnerabilidade, como se, a qualquer instante, caso se entediassem, pudessem apenas dar de ombros e abandonar as inquietações.

O que é tudo o que nós gostaríamos de ter - essa invulnerabilidade, os protocolos e os códigos que protegem estes amáveis aristocratas (porque Jeeves, mesmo de bandeja na mão, não perde sequer por um segundo sua nobreza subjugadora). Talvez por isso seja tão bom ler Wodehouse: enquanto o lemos, as apoquentações se minimizam - a música, a expressão correta, o café da manhã divino, tais são as prioridades. E, claro, é preciso dizer: as gargalhadas, as muitas e inevitáveis gargalhadas.

P.s: eu apenas lamento não poder, ao fechar o livro, tocar a sineta e pedir a Jeeves que me traga logo o próximo volume, s' il vous plaît.

Quarta-feira, Julho 27, 2005

Via Folha de São Paulo:

Há cerca de três semanas, a galeria de arte The House Gallery, no sul de Londres, vem exibindo uma instalação no mínimo polêmica: uma torneira da cozinha, que deverá ficar aberta por um ano. Criação do ambientalista Mark McGowan, "The Running Tap" (algo como a torneira aberta) é um protesto contra o desperdício de água em Londres, que vive sua temporada mais seca desde 1976.

Além daqueles que instalam*, há quem ature as instalações? Eu não aturo. E me pergunto, sobre esse caso específico em Londres: já não bastam os atentados contra a vida dos londrinos dentro das estações de trem? Há que atentar também dentro das galerias? Algo me diz - algo bem-educado, higiênico - que todos os que se manifestaram através de risinhos quando Duchamp aplicou um bigodinho em Mona Lisa deviam ter imediatamente caído mortos. Ou, ao menos, para não ser tão ríspido, ter perdido o movimento da face num derrame súbito que lhes levaria a exibir até o fim da vida aquele sorrisinho de patifes. Quem os encontrasse na rua, teria o direito universal de lhes esbofetear a cara e seguir a vida, justo e vingado. É simples: se Bart Simpson fosse o autor dos infames bigodinhos, eu riria. Mas sendo alguém como Duchamp, na França, entre dadaístas, surrealistas e outras espécies de mequetrefes, não há como não receber tudo com um considerável desconforto, como se uma machadinha atingisse com golpes curtos e fortes as falanges dos meus dedos de intérprete** de Chopin.

* Há quem pinte, há quem toque, há quem escreva. Desgraçadamente, há também quem instale.

** Eu não toco piano. Mas meus dedos são incontestavelmente dedos de intérprete de Chopin.
Influência Literária

Aconteceu de Fabiano ler Vidas Secas. O professor cutucou: lê, Fabiano, o personagem lá tem teu nome. Os olhos de Fabiano fascinaram. Lido, relido, Fabiano, diria Rosita, boquiabriu-se: se desfez do computador. E não era bastante. Da TV. E não era bastante. Do DVD: desfez-se de tudo, e não era bastante: viajou, mas só pra querer voltar, ou melhor, só pra querer partir, escorraçado da seca, mastigado do sol: fez-se retirante. Delirante. Arfante. Sim, tivesse o pai batizado Bento, Bentinho, era corno e casmurro. Melhor?

(em Casos Curiosos de Influência Literária, no prelo)

Segunda-feira, Julho 25, 2005

Confissão

Durante o último mês, acompanhei com reprovável interesse os acontecimentos políticos do país. Sim. Cheguei a assistir a trechos ao vivo da CPI, mas não por pura diversão ou malícia, vejam só, antes com certa inclinação para o engajamento. Se eu por acaso percebesse meu reflexo na tela da tv, veria minha testa franzida - o envelhecimento precoce se instalava: pêlos talvez me crescessem nas orelhas. Eu simplesmente me esquecera, entre pastas e pastas, de que a única ética sob a qual é nobre viver chama-se estética. Em um acesso de estupidez, não recordava que, se temos de ser justos, sejamos apenas por justiça ao bom gosto - a velha história que alguns contaram com talento inquestionável para públicos questionáveis. A depender do humor com que desperto, o tempo que disponho para viver é longo demais ou curto demais; mas há invariavelmente pouquíssimo tempo para que eu me acostume à força de um quadro de Delacroix, aqueles cruzados adentrando Jerusalém. Se há pouquíssimo tempo, convém não desperdiçá-lo. Ou ainda, se, estando vivos, supomos que desperdiçar a vida é tudo o que nos cabe fazer, que a desperdicemos de modo agradável, longe da política e ainda mais longe da politicagem. É certo que temos de viver muitas vidas para, nos intervalos, viver esta vida que nos interessa. Que seja. Há sempre a possibilidade de empurrar as bordas dos intervalos e alargá-los até que se possa correr dentro deles e até dar cambalhotas, se der vontade. Nesse sentido, nesse adorável sentido, uma meta para os próximos dias: esquecer o mais rápido possível, e definitivamente, os nomes infames de todos os políticos deste pobre país da América do Sul.

Domingo, Julho 24, 2005

Sobre o último semestre na faculdade

São 50 metros rasos: chego atrasado, mal dá tempo de tirar a roupa. Uma menina branquinha me ri da arquibancada. Perco um segundo rindo de volta, cara de besta. Tropeço. Eu tinha de rir de volta. Um segundo só. Caio na água. Acordo.



*


(off-topic)

Rilke dizia que, para escrever poesia, é preciso conhecer muitas cidades. Marco Polo não escreveu um verso. O que não invalida a teoria, porque o viajante era veneziano. Não há necessidade de escrever poesia em Veneza. Não se acrescenta beleza à cidade das gôndolas.



*

Voltando:


Eu não quero fazer nenhum mestrado sobre nenhum escritor brasileiro a partir da perspectiva de nenhum intelectual francês. Não posso ler mais uma linha sequer sobre o corpo. Eu fico entrevado se me disserem algo mais sobre o discurso. E dou um murro no olho do primeiro que vier me falar de pós-modernidade. Dêem-me logo o título porque cantarolo My Melancholy Baby enquanto tomo banho. Isso é seleção.

Sexta-feira, Julho 22, 2005

Uma Cidade Nítida

O que há de curioso nas ruas de Picos é que elas sempre levam à Igreja. É assim: se eu, ao fim da tarde, caminho esquecido de qualquer objetivo, acabo diante da Catedral, levado delicadamente pelos contornos das ruas. Uma vez lá, despertamos - nada sobrenatural acontece, nenhuma paródia de experiência mística. Mas o silêncio lá é muito agradável. É bonito. É assim comigo e é assim com todos os que moram em Picos, inclusive com os que não acreditam em Deus - estes evitam esquecer deles mesmos enquanto caminham no fim da tarde, temendo que se ponha em dúvida a dúvida deles: como nunca se esquecem, os ateus de Picos vivem mal-humorados, bebem demais e referem-se aos padres da cidade como padrecos. Ninguém gosta da companhia deles: não é que desgostamos daqueles que não acreditam em Deus, apenas achamos desconfortável estar perto de alguém mal-humorado que utiliza termos como padrecos. Vez ou outra, eles têm crises: não é raro encontrar um ateu bêbado, blasfemando enquanto tenta inutilmente se perder pelas ruas. Nunca conseguem. Mesmo bêbados, eles sempre sabem onde estão e acabam se sentando no meio-fio, sofrendo de dor de cabeça. As ruas como que farejam a verdadeira distração. Não adianta fingir. Só os essencialmente distraídos são conduzidos para o silêncio bom da Catedral.

Terça-feira, Julho 19, 2005

Cortesia

A senhorita Selene, atendente do restaurante China In Box, me ligou esta tarde. Eu atendi o telefone, meio sonolento, e ela, tendo se apresentado, comunicou de imediato que me faria algumas perguntas. Antes que eu esboce qualquer resmungo ou lamúria, ela me encosta na parede e pergunta se o yakisoba que pedi na segunda chegara em tempo, quentinho e com a embalagem impecável. Levemente atordoado, respondo que sim, chegou quentinho. Em seguida, Selene, que na minha imaginação se parecia ora com Maria do Bairro ora com Xena, A Princesa Guerreira, quer saber se o atendente a quem fiz o pedido tinha sido simpático. Pensei comigo: well, he did NOT offer me a discount. Mas digo que sim, what the hell.

Seguem-se perguntas entediantes e, ao final do questionário, a mais curiosa delas: ela quer saber o que achei da aparência do entregador. Reflito comigo sobre que tipo de pergunta é essa. Imagino se ela estaria tentando insinuar alguma coisa. Novamente, penso comigo: well, he did NOT look like Scarlet Johansson. O sujeito, pelo que me lembro, exibia uma típica barriga de kaiser e um bigode que me fez lembrar Leôncio, aquele leão-marinho que o Pica-Pau atasanava. Além de ser velho, o que fez com que eu me sentisse inevitavelmente culpado: um velhinho bigodudo pilotando uma moto em alta velocidade no meio da noite só para que eu coma meu yakisoba quentinho - meu cotovelo comunista fica tentando me acertar. Para ser franco, Selene, a resposta é não, a aparência do sujeito não me agradou at all. Mas, não querendo pôr em risco o emprego do bonachão Leôncio, digo que ok - o sujeito tinha tomado banho.

Ao final, o meu grande desejo, o gesto que descreverei aqui e que me colocaria face a face com os grandes heróis da história da humanidade, Hector, the first of the gang to die, Aquiles, the first to kill, seria dizer, com voz casual, como que entre um gole e outro de chá: Mas, Selene, Princesa Guerreira do Bairro, devo dizer, e isto não é de modo algum uma reclamação pessoal, que a senhorita, com esta voz e estes termos - e, provavelmente, este cabelo detestável -, é irremediavelmente mal-criada.

Eu desligaria o telefone, caminharia até o jardim - não tenho jardim, mas quem é capaz de um ato heróico é imediatamente presenteado pelos deuses com um belo jardim - e repararia pela primeira vez na coreografia silenciosa dos girassóis.

Segunda-feira, Julho 18, 2005

Quando ouço a expressão os anos vindouros ou os tempos vindouros prevejo um futuro nefasto de cafonice.

Domingo, Julho 17, 2005

Li hoje um artigo de George Orwell sobre a decadência da língua nesta época decadente (o artigo, intitulado Politics and the English Language, é de 1946, mas desconfio que ainda continuamos decadentes). Está lá, com inteligência e estilo sublimes, o que eu tentei dizer em poucas e toscas linhas na nota ao antepenúltimo post deste blog. Cito cá um trecho, logo no segundo parágrafo do artigo:

"Now, it is clear that the decline of a language must ultimately have political and economic causes: it is not due simply to the bad influence of this or that individual writer. But an effect can become a cause, reinforcing the original cause and producing the same effect in an intensified form, and so on indefinitely. A man may take to drink because he feels himself to be a failure, and then fail all the more completely because he drinks. It is rather the same thing that is happening to the English language. It becomes ugly and inaccurate because our thoughts are foolish, but the slovenliness of our language makes it easier for us to have foolish thoughts."

Não há possibilidade de contestação. O que está dito acima é incontornavelmente verdade. E ainda mais verdade para o português. Exceto em poesia. Em poesia, o português é sublime. É certo que não o será se você perder tempo lendo os marginalecos que, sendo espíritos miseráveis, escrevem poesia miserável. E ser miserável em poesia é mais nojento do que ser miserável, vamos dizer, moralmente. Mas isso sou eu e minhas idiossincrasias.

Sábado, Julho 16, 2005

Eu não tenho recordações da infância. Eu não sei se eu caí, bati a cabeça e perdi minhas memórias ou se, por um possível pudor, eu lacrei tudo dentro de um baú com o aviso: nevermind. Como eu acho que as bobagens de Freud não me cabem e como não lembro do que me aconteceu até por volta dos doze anos, acho que sou apenas ruim de memória mesmo. Eu esqueço. Sou o Funes do Mundo Bizarro. Eu só lembro dos desenhos animados (particularmente de um episódio em que o Pernalonga cantarola A Ponte de Londres Está Caindo meio bêbado, o que me faz rir sempre que recordo e o que me fez rir ao final da minha primeira leitura de The Waste Land, do Eliot - eu ri, e depois me senti culpado por rir ao final de The Waste Land, mas me lembrei do Seinfeld having fun com uma moça durante A Lista de Schindler e ri mais ainda). Lembro das revistas em quadrinho também (em especial das historinhas do Zé Carioca, onde a feijoada nunca foi tão saborosa, e das tirinhas do Horácio, que era um dinossauro muito bonitinho e que até hoje faz com que eu não consiga levar a sério a Arte Poética de Horácio, o latino).

Fora desenhos animados, revistas em quadrinho e jogos do Atari, não lembro de mais nada. Nunca terei esmurrado meus coleguinhas de classe (eu devo ter esmurrado meus coleguinhas de classe, eu preciso ter esmurrado)? Se bem que, me esforçando, lembro de ter levado uma lancheirada de uma menina chamada Fernanda. Acho que era na segunda série. Mas não está muito claro pra mim. Me esforçando mais, lembro de ter feito um gol numa partida decisiva na quinta série, quando meu time perdeu por 8 a 1. Perdemos, mas o 1 foi meu, se não me engano. E isso é tudo o que eu lembro. E lembro mal.

Vez ou outra, acontece de me surgir nitidamente uma cena da infância. Mas depois me lembro que a cena está na Família 2 ou na Família 3, que meu pai gravava. Há vários episódios da família, bem nouvelle vague, sem enredo e com personagens em ações bem mais pertubadoras que as do sujeito acossado, como meu irmão cismando que havia uma formiga no dedo mindinho dele; na verdade era um sinalzinho, mas a hipótese da esquizofrenia não pode ser descartada. Há uma cena também em que minha irmã mais velha, que me levava no colo, pequeno, quase me deixa cair no chão. É uma cena, digamos, eletrizante, dramática. Precisava de uns violinos: o mundo quase a perder tudo o que havia de puro e precioso e mimoso sobre ele. Mas deu tudo certo, pelo menos até eu chegar até os 13 ou 14 anos, onde minhas memórias começam. Desde que eu me lembro das coisas, nada vai lá muito bem. Eu prefiro lembrar do Pernalonga, do Patolino. O Patolino é muito engraçado. Eu sempre torcia pro Patolino vencer, apesar de gostar do Pernalonga também. Mas é que o Patolino é muito engraçado.

That's all, folks!

Terça-feira, Julho 12, 2005

Sob o efeito de quatro curtas brasileiros

É certo que eu ainda não ouvi nenhuma banda brasileira que consiga compor músicas minimamente interessantes utilizando a língua de Yeats. Mesmo assim, acho que o cinema nacional podia tomar como exemplo essas bandinhas mequetrefes de rock independente. No que elas têm de sensato, que é justamente a escolha da língua da Rainha. Um exemplo banal: O que é isso, companheiro? é um filme ruim, mas vez ou outra, all of sudden, parece até que é bom. Você sabe: quando o embaixador começa lá a falar em inglês, o filme melhora. Reparando nisso - e reparando que é costume considerar legitamente nacionais bandas que cantam em inglês, roots bloody roots -, concluo, para o resto da minha vida, que o cinema brasileiro devia ter o bom senso de falar inglês. Mata-se dois coelhos de uma vez: a fala dos atores ficará mais natural (visto que, obviamente, contrataríamos atores americanos ou ingleses ou irlandeses, etc) e o público, lendo as legendas, se distrairá da terrível fotografia. Sério: eu não consigo imaginar saída melhor para o cinema nacional.

Uma nota, dois dias depois:

Uma amiga me diz que eu me engano, que simplesmente fazer filmes em inglês não resolve o cinema nacional. É verdade, é verdade. E eu nem pensei nisso. Mas os filmes melhorariam. A culpa não é da língua portuguesa. É dos atores, diretores e roteiristas. E é nossa culpa também, que falamos um português horrível. Quando leio a prosa de Bernado Soares, me envergonho - tenho vontade de passar o resto do dia mudo. Eu sei que ele está escrevendo (não seja rude). Mas por que não falamos daquele modo? Quando a vendedora de flores aprende a falar com o acento aristocrático em "My Fair Lady", ela nunca mais poderá vender flores. Nunca mais permitirão que ela venda flores. Nós, por outro lado, poderíamos vender refrescos de groselha com sabor de limão feitos com água suja. Porque falamos de modo sujo.