Domingo, Dezembro 25, 2011

Quarta elegia

Ó árvores da vida, quando atingireis o inverno?
Ignoramos a unidade. Não somos lúcidos como as aves
migradoras. Precipitados ou vagarosos
nos impomos repentinamente aos ventos
e tornamos a cair num lago indiferente.
Conhecemos igualmente o florescer e o murchar.
No entanto, em alguma parte, vagueiam leões ainda,
alheios ao desamparo enquanto vivem seu esplendor.
Nós, porém, quando pensamos totalmente o Uno,
logo sentimos o lastro do Outro. A hostilidade
aguarda, muito perto. Os amantes não hesitam, sem cessar,
entre limites – eles que aspiravam refúgio, espaço, busca?


Rainer Maria Rilke, tradução de Dora Ferreira da Silva

1 Comentários:

Blogger Elvys B. Soares disse...

Olá, Odorico, quanto tempo?
Bem, é devido a quantidade de tempo que se passou desde a última vez que nos falamos, que convenci a mim mesmo que deveria te lembrar quem eu sou. Você havia comentado sobre um de meus poemas por email, na verdade dois, e eu definitivamente levei em consideração as suas dicas. Então, pra te agradecer, há um tempo eu escrevi um poema, bastante imaturo, confesso, mas ainda assim o ofereci a você, meu chapa; pelas dicas e tudo mais. Enfim, sem mais delongas, o link: http://comoconversarcomestranhos.blogspot.com/2011/12/o-chapeu-do-pirata-o-homem-imenso-e-seu.html

Espero que gostes.
Forte abraço, brother.

6:24 AM  

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