<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883</id><updated>2009-11-06T16:18:52.058-02:00</updated><title type='text'>dessincronizado</title><subtitle type='html'>the emperor of ice-cream</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>323</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-6896467052045936016</id><published>2009-10-31T20:47:00.002-02:00</published><updated>2009-10-31T20:54:02.472-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Take-out girls, take-out future,&lt;br /&gt;packed in bags, &lt;br /&gt;so there will be no mixing up.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You're good to go.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remember we’re taping it,&lt;br /&gt;so don’t look away when you hit it:&lt;br /&gt;it’s just what you can handle.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eddie Humble, &lt;em&gt;Shake Well Before Opening&lt;/em&gt;, 1983.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-6896467052045936016?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/6896467052045936016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=6896467052045936016' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/6896467052045936016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/6896467052045936016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/10/take-out-girls-take-out-future-packed.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-8633698924963780847</id><published>2009-10-23T00:10:00.002-02:00</published><updated>2009-10-23T00:13:27.695-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Será, afinal, uma felicidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beber até morrer é um modo de largar a bebida. Morre-se bêbado como se morre sóbrio: a diferença está em quão animado será o banquete dos vermes. E se é para morrer, que seja uma festa, não? Mariana nunca concordou comigo neste e nem em muitos outros tópicos irrelevantes que eu lançava ao acaso sobre a mesa de jantar, mas ela jamais moveu um dedo ou lançou um prato contra a parede na esperança de me demover de minhas convicções. Já esta puta com quem vivo há seis meses não passa um dia santo sem que grite e gema que sou apenas um bêbado. Ora, eu sei muito pouco sobre o mundo, mas sei que sou um bêbado. Jamais precisei que alguém me informasse disso, muito menos aos gritos. Mesmo na tenra idade dos nove anos, depois de enxugar às escondidas uma meia garrafa de vinho para almoço do meu embriagado pai, eu tinha consciência de que era um bêbado. Era, aliás, o único fato sobre o qual eu tinha plena consciência. Falavam-me da gravidade, que nos empurra para baixo, mas o que sentia em mim era um força dispersiva que me levava para as nuvens; palestravam diante de mim sobre como o planeta é redondo, e eu, bêbado, era muito mais minucioso e o acreditava espiralado. Quando saía para as longas caminhadas com meu pai, em busca do último boteco aberto da madrugada, tinha pavor de que eventualmente a espiral acabaria e eu cairia lá de cima por dentro dos círculos sobrepostos, perdendo-me no espaço. Meu pai talvez compartilhasse comigo o mesmo medo, porque, depois de longos quarteirões e esquinas, apertava mais forte a minha mão, como se a queda fosse eminente. Um dia, de fato, caí – de uma roda gigante, aos pés de Mariana. Disse-lhe com ternura alcólica: posso ter quebrado todas as costelas e rachado o crânio, mas não estou louco: és a mulher mais bonita que vi em toda a minha vida. Levou-me para casa. Vivemos juntos por dez anos – ela trabalhava como enfermeira em um hospital, eu bebia. À noite, ela me contava das dezenas de mortos da noite, que dirigiam embriagados. Eu dizia: por isso não dirijo. Ela falava de doenças do fígado, eu falava de doenças do coração, deste amor que me põe febril dentro do teu umbigo, Mariana – a taça de Salomão. No décimo ano, na milésima garrafa, na mesma eterna embriaguez, ela disse que eu tinha de ir embora. Eu estava bêbado demais para entender suas razões ou mesmo para capturar completamente as conseqüências da sua orientação, mas acatei e saí da casa com a roupa do corpo. Érica, a puta, me encontrou na mesma noite, deitado entre dois cães de rua. Atirou-me sobre a cabeça uma moeda, a pretexto de caridade. Bêbado de gim e de sono, eu lhe gritei puta, eu tenho muito mais do que moedas. Acolheu-me, então, nesta casa que está sempre imunda, porque Érica bebe como eu. Cadela bêbada. Hoje, finalmente, gastei os últimos centavos de minha herança numa garrafa de cachaça. Beberei, depois avisarei Érica de que ela está pobre de novo. Pobre e bêbada. E que não me peça uma dose. Será, afinal, uma felicidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da coleção de contos "Problemas com a bebida e outros problemas", no prelo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-8633698924963780847?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/8633698924963780847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=8633698924963780847' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/8633698924963780847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/8633698924963780847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/10/sera-afinal-uma-felicidade-beber-ate.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-2551263260198786268</id><published>2009-10-20T01:22:00.003-02:00</published><updated>2009-10-20T01:32:51.229-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Every Dickhead&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me consola a respeito de José Saramago é que, como tenho 26 anos, quando contar ali pelos 40 (caso não seja precipitadamente colhido pelos eventos), ninguém mais o lerá, como ninguém mais lê a maioria dos escritores que venceram o prêmio Nobel. Escrevem dissertações e teses sobre o autor português, mas o velho só possui duas idéias na cabeça: o capitalismo é o diabo e Deus é ruim. Quando se cansa da própria ladainha palavrosa sobre uma delas, pergunta-se: o que mais tenho na cabeça?, e, claro, vira-se confortavelmente para a outra. Se é para termos um ateu imperando na literatura lusófona, por que não temos um que não esteja intelectual e criativamente morto há décadas, por que não um Philip Roth?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-2551263260198786268?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/2551263260198786268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=2551263260198786268' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/2551263260198786268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/2551263260198786268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/10/every-dickhead-o-que-me-consola.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-6205018565974896822</id><published>2009-10-19T12:57:00.005-02:00</published><updated>2009-10-19T20:57:12.016-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Devil says it's only in my head&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/StyCiWg0SXI/AAAAAAAAAG8/QUajpPQ0dSo/s1600-h/janet.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 217px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/StyCiWg0SXI/AAAAAAAAAG8/QUajpPQ0dSo/s400/janet.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394329980353399154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fui ao Centro de Arte Contemporânea de Inhotim, passei a maior parte do tempo dentro de uma obra da canadense Janet Cardiff, em que quarenta caixas de som reproduzem uma &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=7Cn7ZW8ts3Y"&gt;composição polifônica&lt;/a&gt; de Thomas Tallis, do século XVI. Muitas pessoas vão a Inhotim, e muitas delas ficam cativas da composição de Tallis. Adentram com curiosidade a sala ocupada em círculo pelas quarenta caixas de som - uma para cada voz do coro - e sentam-se nos bancos e se esquecem prestando atenção à música; outras caminham pela sala, perseguindo a melodia de caixa em caixa. Não entendo quase nada de arte contemporânea, mas essa sala da canadense me proporcionou uma das minhas experiências mais preciosas envolvendo música. Os detratores da arte contemporânea dirão que a música de Tallis é que é valiosa. É valiosíssima, mas o contexto de recepção dela lhe dá uma outra aura, e isto não é apenas teoria, embora, quando se trata de arte contemporânea, muitas vezes seja. Em um mundo em que todos andam de Ipod no ouvido por todos os lados, ouvir música no contexto dessa obra de Cardiff é mesmo comovente - dá idéia de uma outra dimensão do que é uma experiência musical. Talvez essa seja uma das funções da arte contemporânea: criar para nós uma circunstância para vivenciar algo que hoje só é possível vivenciar auto-conscientemente, mas em um contexto em que auto-consciência não revela a deliberação vaidosa de ter grandes sentimentos, um contexto que nos desarma, que nos torna miseráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sala é branca e, com as caixas de som impessoais em círculo, tem-se a impressão de que estamos penetrando a última sala do universo, o ponto de chegada de uma longa viagem. E, uma vez lá dentro, não conhecemos nenhuma verdade sobre o cosmo e não há ninguém para nos receber. Apenas, há muito tempo atrás, instalaram as tais caixas de som, reproduzindo infinitamente uma composição do século XVI em homenagem a uma rainha morta. Mas mesmo nessa solidão infinita, somos de algum modo consolados. Na sala transbordando de vozes e música, há um sentimento intenso da ausência de Deus - é uma desilusão: há apenas dispositivos eletrônicos espalhando a música das esferas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no meio desse abismo, desse buraco negro na alma, algo cintila - a experiência é dinâmica, e a música lhe conduz a outra dimensão - da desilusão para a arte: algo que ultrapassa toda coordenação narrativa, algo que nos põe sentindo a simultaneidade de todas as nossas experiências. E quando todas essas experiências pessoais afloram, elas transbordam e misturam-se à música, tornam-se acontecimentos simultâneos do universo: nós desaparecemos. Há algo além da nossa razão, para o qual a arte por vezes consegue nos entregar. Os versos de Eliot me vieram outra vez à memória: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;For most of us, there is only the unattended&lt;br /&gt;Moment, the moment in and out of time,&lt;br /&gt;The distraction fit, lost in a shaft of sunlight&lt;br /&gt;The wild thyme unseen, or the winter lightning &lt;br /&gt;Or the waterfall, or music heard so deeply&lt;br /&gt;That it is not heard at all, but you are the music&lt;br /&gt;While the music lasts.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-6205018565974896822?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/6205018565974896822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=6205018565974896822' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/6205018565974896822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/6205018565974896822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/10/thomas-tallis-quando-fui-ao-centro-de.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/StyCiWg0SXI/AAAAAAAAAG8/QUajpPQ0dSo/s72-c/janet.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-6413336252128166797</id><published>2009-10-17T23:27:00.002-03:00</published><updated>2009-10-17T23:31:44.011-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Um aceno para os Campos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Os dois primeiros livros de sua trilogia (&lt;em&gt;O país dos Mourões &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Peripércia de Gerardo&lt;/em&gt;) me levaram a descobrir um mundo - que me prometo mais e mais - que nao é tanto uma geografia e uma história, mas, no verdadeiro sentido da palavra, uma genealogia americana. Poesia das origens&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Octavio Paz, sobre Gerardo Mello Mourão (em  &lt;strong&gt;Breve memória crítica da obra de Gerardo Mello Mourão&lt;/strong&gt;. Edições GRD, São Paulo, 1996).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-6413336252128166797?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/6413336252128166797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=6413336252128166797' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/6413336252128166797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/6413336252128166797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/10/um-aceno-para-os-campos-os-dois.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-8288970213650056209</id><published>2009-10-08T20:15:00.001-03:00</published><updated>2009-10-08T20:17:07.921-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Top 3: Christian Songs&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;em&gt;Monkey gone to heaven&lt;/em&gt;  -  Pixies&lt;br /&gt;2. &lt;em&gt;I am the resurrection &lt;/em&gt;– The Stone Roses&lt;br /&gt;3. &lt;em&gt;God only knows&lt;/em&gt; – Beach Boys&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-8288970213650056209?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/8288970213650056209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=8288970213650056209' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/8288970213650056209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/8288970213650056209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/10/top-3-christian-songs-1.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-6799398555723547120</id><published>2009-10-06T15:38:00.004-03:00</published><updated>2009-10-07T08:58:43.751-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Um pouco mais de vaidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor tipo de pessoa para discutir as coisas de que gostamos - poesia, cinema, música, romances - são aquelas que gostam das mesmas coisas, mas por motivos completamente diversos, às vezes mesmo opostos. A dinâmica da conversação nunca fica estagnada, sendo sempre dinâmica: ora caminha-se para um entendimento, com ambas as partes cedendo, ora caminha-se para longe de qualquer reconciliação. A um só tempo, sua personalidade se fortalece e muda, e a compreensão do objeto se alarga. É bom exercício para trabalhar tanto a capacidade argumentativa quanto a humildade. Conversar com quem gosta das mesmas coisas que nós pelos mesmos motivos não chega a ser enfadonho, mas dificilmente é uma conversa: está mais para uma confirmação exterior das nossas convicções, uma questão de poder, que pode levar ao aprofundamento da vaidade mais estúpida que existe, que é a vaidade de gostar de certas coisas culturalmente validadas pelo simples fato de serem culturalmente validadas. Hoje em dia, há uma deturpação dessa vaidade, que é a vaidade de gostar de certas coisas culturalmente condenadas, pelo simples fato de serem culturalmente condenadas, alimentando um vago sentimento de superioridade irônica, a pretexto de uma sinceridade corajosa, mas que na verdade é apenas o desejo adolescente de enquadrar-se num grupo: qualquer coisa para nos sentirmos especiais, mesmo ser apóstolo da banalidade - &lt;em&gt;really punk&lt;/em&gt;. O problema nisso não é sequer a vaidade, porque é impossível livrar-se dela completamente - o problema é a perda de tempo, a falta de real sinceridade, que só existe quando estamos mais atentos à nossa passagem pelo mundo do que aos olhares de interesse e reconhecimento das outras pessoas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-6799398555723547120?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/6799398555723547120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=6799398555723547120' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/6799398555723547120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/6799398555723547120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/10/um-pouco-mais-de-vaidade-o-melhor-tipo.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-3576796433712903536</id><published>2009-10-03T10:51:00.004-03:00</published><updated>2009-10-03T11:13:56.438-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Rilke&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SsdbIXxYvOI/AAAAAAAAAG0/8m_UZUTRGU4/s1600-h/rilke.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 276px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SsdbIXxYvOI/AAAAAAAAAG0/8m_UZUTRGU4/s400/rilke.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388375678550326498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comentando novas edições da poesia de Rilke, o crítico Robert Vilain, no &lt;em&gt;Times Literary Supplement&lt;/em&gt;, &lt;a href="http://entertainment.timesonline.co.uk/tol/arts_and_entertainment/the_tls/article6836668.ece"&gt;comenta&lt;/a&gt; que "popular veneração e admiração acadêmica persistem a despeito do fato de que Rilke era freqüentemente vaidoso, auto-compassivo, obsessivo, narcísico, arrogante, choroso, esnobe, infantil, dominador, lacrimoso e neurótico, bem como dado a explosões de raiva e pânico". De posse de cartas do poeta, Vilain sugere que agora é possível observar certo ressentimento sublinhando versos inesquecíveis como "E quem, se eu gritasse, entre o coro dos anjos me ouviria?". O que Vilain parece esquecer é que somos todos, com naturais variações de intensidade e freqüência, vaidodos, auto-compassivos, obsessivos, narcísicos, arrogantes, chorosos, esnobes, infantis, dominadores, lacrimosos e dados a explosões de raiva e de pânico. Um poeta, e artistas em geral, tendem a ser tudo isso mais intensa e freqüentemente do que os outros mortais, justamente por estar mais intensa e freqüentemente ruminando o fato de que somos mortais. Um verso como o citado acima se torna inesquecível e comove gerações afora porque conjuga uma confusão de emoções humanas, entre elas o ressentimento, em um arranjo de ritmo e sentido que aponta para um desejo de superação de todas essas emoções, mas um desejo que, ao contrário do que parece querer o crítico do &lt;em&gt;Times Literary Supplement&lt;/em&gt;, não as nega, antes faz com elas doam até que confessem mais do que confessariam a um psiquiatra. Somos todos um tanto ofendidos e ressentidos pelo fato de que morremos. Não o fôssemos, não escreveríamos versos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-3576796433712903536?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/3576796433712903536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=3576796433712903536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/3576796433712903536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/3576796433712903536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/10/rilke-comentando-novas-edicoes-da.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SsdbIXxYvOI/AAAAAAAAAG0/8m_UZUTRGU4/s72-c/rilke.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-8629752653180381716</id><published>2009-09-18T15:41:00.001-03:00</published><updated>2009-09-18T15:44:38.018-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Charles Mingus&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SrPUa0mWHFI/AAAAAAAAAGs/gvQBcYwBUsQ/s1600-h/39_-_Charles_Mingus_-_The_Black_Saint_And_The_Sinner_Lady_-_1963.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SrPUa0mWHFI/AAAAAAAAAGs/gvQBcYwBUsQ/s400/39_-_Charles_Mingus_-_The_Black_Saint_And_The_Sinner_Lady_-_1963.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382879536899038290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pôr na vitrola.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-8629752653180381716?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/8629752653180381716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=8629752653180381716' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/8629752653180381716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/8629752653180381716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/09/charles-mingus-e-por-na-vitrola.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SrPUa0mWHFI/AAAAAAAAAGs/gvQBcYwBUsQ/s72-c/39_-_Charles_Mingus_-_The_Black_Saint_And_The_Sinner_Lady_-_1963.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-563559773390612173</id><published>2009-09-14T17:21:00.005-03:00</published><updated>2009-09-15T20:50:00.518-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;HELL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/Sq_UlCTnS4I/AAAAAAAAAGk/Qb6ZgIfkv4o/s1600-h/anonimo1_inferno-1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 219px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/Sq_UlCTnS4I/AAAAAAAAAGk/Qb6ZgIfkv4o/s400/anonimo1_inferno-1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381753812470418306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belo Horizonte registra hoje o dia mais quente e seco da história comentada da humanidade. Nas ruas, os motoristas desmaiam: o engarrafamento se estende silenciosamente por quilômetros a perder de vista. Nenhuma buzina ou grito de revolta. Os semáforos piscam apenas para tornar os cenários dos sonhos dos desacordados ora verdes, ora amarelos, ora vermelhos. Mães, desvairadas pelo clima purgatorial,  guardam os bebês no porta-luvas e mamam nas próprias tetas. Arquitetos jogam-se de cima dos prédios espelhados não por iniciativa suicida, mas "para sentir um ventinho no rosto". Na rua Cardel Stepinac 531, Odorico Leal protela a escrita da dissertação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-563559773390612173?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/563559773390612173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=563559773390612173' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/563559773390612173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/563559773390612173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/09/hell-belo-horizonte-registra-hoje-o-dia.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/Sq_UlCTnS4I/AAAAAAAAAGk/Qb6ZgIfkv4o/s72-c/anonimo1_inferno-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-7669473585766662144</id><published>2009-09-11T22:37:00.006-03:00</published><updated>2009-09-11T22:50:47.019-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Shelley&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/Sqr9cwxtbyI/AAAAAAAAAGc/WawqSaINzak/s1600-h/shelley.bmp"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 286px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/Sqr9cwxtbyI/AAAAAAAAAGc/WawqSaINzak/s400/shelley.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380391375419043618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;There was a Poet whose untimely tomb                                 &lt;br /&gt;No human hands with pious reverence reared,&lt;br /&gt;But the charmed eddies of autumnal winds&lt;br /&gt;Built o'er his mouldering bones a pyramid&lt;br /&gt;Of mouldering leaves in the waste wilderness:&lt;br /&gt;A lovely youth,- no mourning maiden decked                           &lt;br /&gt;With weeping flowers, or votive cypress wreath,&lt;br /&gt;The lone couch of his everlasting sleep:--&lt;br /&gt;Gentle, and brave, and generous,--no lorn bard&lt;br /&gt;Breathed o'er his dark fate one melodious sigh:&lt;br /&gt;He lived, he died, he sung in solitude.                              &lt;br /&gt;Strangers have wept to hear his passionate notes,&lt;br /&gt;And virgins, as unknown he passed, have pined&lt;br /&gt;And wasted for fond love of his wild eyes.&lt;br /&gt;The fire of those soft orbs has ceased to burn,&lt;br /&gt;And Silence, too enamoured of that voice,                            &lt;br /&gt;Locks its mute music in her rugged cell.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um Poeta cuja prematura tumba&lt;br /&gt;Nenhuma mão humana ergueu com piedosa reverência.&lt;br /&gt;Mas o turbilhão encantado de ventos outonais&lt;br /&gt;Construiu por sobre seus ressecados ossos uma pirâmide&lt;br /&gt;De ressecadas folhas, na vasta desolação:&lt;br /&gt;Adorável jovem - nenhuma moça de luto enfeitou&lt;br /&gt;Com chorosas flores ou grinalda&lt;br /&gt;O leito solitário de seu eterno sono:&lt;br /&gt;Gentil, e bravo, e generoso – nenhuma bardo abandonado&lt;br /&gt;Soprou sobre seu sombrio destino um suspiro melodioso:&lt;br /&gt;Ele viveu, morreu, cantou em solitude.&lt;br /&gt;Estranhos choraram para ouvir suas notas apaixonadas;&lt;br /&gt;Virgens, enquanto anônimo passava, consumiram-se,&lt;br /&gt;Perdidas de fundo amor por seus olhos selvagens.&lt;br /&gt;O fogo daquelas órbitas suaves cessou de queimar,&lt;br /&gt;E o Silêncio, enamorado demais daquela voz,&lt;br /&gt;Aprisiona a muda música em áspera cela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fragmento de &lt;em&gt;Alastor, or the Spirit of Solitude&lt;/em&gt; (Alastor, ou o Espírito da Solitude), composto no outono de 1815.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: junto com &lt;em&gt;Adonais&lt;/em&gt;, este é dos poemas mais fortes de Shelley. É também, na minha opinião, dos que mais sobreviveram ao teste do tempo. Shelley era bastante inflamado - na maior parte do tempo, era grandiloqüente; nos melhores momentos, era simplesmente genial. A conjugação das imagens da pirâmide de folhas secas e do silêncio enamorado da voz do poeta é uma pequena amostra desses melhores momentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-7669473585766662144?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/7669473585766662144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=7669473585766662144' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/7669473585766662144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/7669473585766662144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/09/shelley-there-was-poet-whose-untimely.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/Sqr9cwxtbyI/AAAAAAAAAGc/WawqSaINzak/s72-c/shelley.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-2874930016593517903</id><published>2009-09-09T15:25:00.002-03:00</published><updated>2009-09-09T15:30:09.342-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Chagall&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SqfzXZmOo3I/AAAAAAAAAGU/kBuBjZoJERQ/s1600-h/chagall.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 284px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SqfzXZmOo3I/AAAAAAAAAGU/kBuBjZoJERQ/s400/chagall.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379535863251116914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo mês, em Belo Horizonte, temos exposição com quadros e ilustrações de Chagall e dança do genial Grupo Corpo inspirado na obra de Bach. Não estamos mal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-2874930016593517903?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/2874930016593517903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=2874930016593517903' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/2874930016593517903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/2874930016593517903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/09/chagall-no-mesmo-mes-em-belo-horizonte.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SqfzXZmOo3I/AAAAAAAAAGU/kBuBjZoJERQ/s72-c/chagall.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-4136993581676404060</id><published>2009-09-08T17:45:00.002-03:00</published><updated>2009-09-08T17:46:31.782-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Motion Picture Blues&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SqbCkcXvstI/AAAAAAAAAGM/Yfixssq4H2I/s1600-h/James_Dean_Marilyn_Monroe_Flute_Song.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SqbCkcXvstI/AAAAAAAAAGM/Yfixssq4H2I/s400/James_Dean_Marilyn_Monroe_Flute_Song.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379200736287503058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dean, Marilyn, Brando,&lt;br /&gt;todos morreram, e nas sepulturas&lt;br /&gt;estão sonhando,&lt;br /&gt;mas tudo o que sonham é o passado &lt;br /&gt;em preto e branco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos velhos filmes &lt;br /&gt;fixam-se à película&lt;br /&gt;os gestos que não mais faremos,&lt;br /&gt;as frases que já não diremos,&lt;br /&gt;o amor febril &lt;br /&gt;que nunca mais consumirá&lt;br /&gt;nossas noites e dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belos como a palavra América &lt;br /&gt;escrita numa bandeira&lt;br /&gt;Dean, Marilyn, Brando,&lt;br /&gt;sonham nas sepulturas&lt;br /&gt;enquanto, precipitados &lt;br /&gt;pela sala escura, tateamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viemos pela história&lt;br /&gt;cujo desfecho será inesperado.&lt;br /&gt;Temos uma vaga fome, &lt;br /&gt;e apenas ao sentar&lt;br /&gt;percebemos o corpo&lt;br /&gt;e o cansaço.&lt;br /&gt;Na treva o pensamento &lt;br /&gt;move-se molecularmente,&lt;br /&gt;até focar-se &lt;br /&gt;no anúncio luminoso:&lt;br /&gt;s a í d a    d e   e m e r g ê n c i a&lt;br /&gt;quando a tela branca explode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre nos consolaram&lt;br /&gt;as aberturas dos filmes.&lt;br /&gt;Nada sabemos ainda,&lt;br /&gt;e a expectativa nos devolve &lt;br /&gt;às variações infinitas,&lt;br /&gt;ao mosaico das potências&lt;br /&gt;nunca vividas,&lt;br /&gt;suspensos&lt;br /&gt;acima de nós &lt;br /&gt;por um momento, &lt;br /&gt;um início,&lt;br /&gt;e viveríamos &lt;br /&gt;felizes para sempre&lt;br /&gt;no início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dean, Marilyn, Brando&lt;br /&gt;nas sepulturas sonhando:&lt;br /&gt;um dia se erguem,&lt;br /&gt;olham para o alto&lt;br /&gt;com os olhos que a terra não comeu&lt;br /&gt;e sacodindo lodo, pó e vermes,&lt;br /&gt;abandonarão o último papel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-4136993581676404060?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/4136993581676404060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=4136993581676404060' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/4136993581676404060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/4136993581676404060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/09/motion-picture-blues-dean-marilyn_08.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SqbCkcXvstI/AAAAAAAAAGM/Yfixssq4H2I/s72-c/James_Dean_Marilyn_Monroe_Flute_Song.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-133856213473206991</id><published>2009-09-05T15:25:00.003-03:00</published><updated>2009-09-05T15:30:00.227-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Revoada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SqKtmciIKNI/AAAAAAAAAF8/he6JLsveixU/s1600-h/lcw-empty_nyc.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 268px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SqKtmciIKNI/AAAAAAAAAF8/he6JLsveixU/s400/lcw-empty_nyc.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378051781039761618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não imaginas o que dirás &lt;br /&gt;ainda, quando a ventania finda&lt;br /&gt;espalhar os telhados&lt;br /&gt;sobre o capô dos carros&lt;br /&gt;quando todos os vidros estiverem afinal  &lt;br /&gt;espedaçados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há mais casas de família,&lt;br /&gt;mas se houvesse, as filhas&lt;br /&gt;não sentariam ao piano&lt;br /&gt;torturando os invisíveis dedos de Chopin. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobram as casas de consolação,&lt;br /&gt;as casas de amor:&lt;br /&gt;para lá confluem os homens &lt;br /&gt;no centro da cidade.&lt;br /&gt;Alguns vão de ônibus,&lt;br /&gt;compactos no assento,&lt;br /&gt;explodindo falta adentro;&lt;br /&gt;outros caminham&lt;br /&gt;puxados como cães&lt;br /&gt;pelo desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na esquina do Cinema Velho, &lt;br /&gt;há ainda o bêbado &lt;br /&gt;que canta boleros,&lt;br /&gt;localmente famoso&lt;br /&gt;por reescrevê-los&lt;br /&gt;emendando amores violentos: &lt;br /&gt;no final &lt;br /&gt;a ingrata volta&lt;br /&gt;pontualmente&lt;br /&gt;numa terça-feira chuvosa&lt;br /&gt;quando as cadelas buscam abrigo&lt;br /&gt;sob os toldos das farmárcias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre noticiários e novelas&lt;br /&gt;o país adormece de boca aberta.&lt;br /&gt;Cerra as pesadas pálpebras &lt;br /&gt;da semana, do mês, da vida,&lt;br /&gt;e se abre a cortina &lt;br /&gt;noutro sonho:&lt;br /&gt;bebe-se vodka, cerveja e cachaça&lt;br /&gt;deseja-se doendo a mulher que passa,&lt;br /&gt;chove muito &lt;br /&gt;sobre panfletos publicitários e latas vazias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia &lt;br /&gt;muito humildemente&lt;br /&gt;é recolhida da sarjeta&lt;br /&gt;pelas mãos sujas &lt;br /&gt;dos cantores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu não me apresso, e não te apresses:&lt;br /&gt;Deus nenhum jamais ouviu&lt;br /&gt;tuas preces – Deus ouve o rio,&lt;br /&gt;os oceanos ou as matas,&lt;br /&gt;e quando da fúria do mundo vier crescendo a revoada,&lt;br /&gt;dirás ferozmente o teu nome&lt;br /&gt;ou não dirás nada.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Belo Horizonte, 3 de setembro de 2009&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-133856213473206991?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/133856213473206991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=133856213473206991' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/133856213473206991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/133856213473206991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/09/revoada-nao-imaginas-o-que-diras-ainda.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SqKtmciIKNI/AAAAAAAAAF8/he6JLsveixU/s72-c/lcw-empty_nyc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-7869616818677749607</id><published>2009-09-01T01:28:00.003-03:00</published><updated>2009-09-01T10:27:21.420-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ashbery&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/Sp0gxwiHnlI/AAAAAAAAAF0/HTgvgPZo2mw/s1600-h/ja-et-al-1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 278px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/Sp0gxwiHnlI/AAAAAAAAAF0/HTgvgPZo2mw/s400/ja-et-al-1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376489569363926610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Da esquerda para a direita: John Ashbery, Frank O'Hara, Patsy Southgate, e outros que não tenho idéia de quem são.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;These Lacustrine Cities&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;These lacustrine cities grew out of loathing&lt;br /&gt;Into something forgetful, although angry with history.&lt;br /&gt;They are the product of an idea: that man is horrible, for instance,&lt;br /&gt;Though this is only one example.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;They emerged until a tower&lt;br /&gt;Controlled the sky, and with artifice dipped back&lt;br /&gt;Into the past for swans and tapering branches,&lt;br /&gt;Burning, until all that hate was transformed into useless love.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Then you are left with an idea of yourself&lt;br /&gt;And the feeling of ascending emptiness of the afternoon&lt;br /&gt;Which must be charged to the embarrassment of others&lt;br /&gt;Who fly by you like beacons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The night is a sentinel.&lt;br /&gt;Much of your time has been occupied by creative game&lt;br /&gt;Until now, but we have all-inclusive plans for you.&lt;br /&gt;We had thought, for instance, of sending you to the middle of the desert,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To a violent sea, or of having the closeness of the others be air&lt;br /&gt;To you, pressing you back into a startled dream&lt;br /&gt;As sea-breezes greet a child's face.&lt;br /&gt;But the past is already here, and you are nursing some private project.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The worst is not over, yet I know&lt;br /&gt;You will be happy here. Because of the logic&lt;br /&gt;Of your situation, which is something no climate can outsmart.&lt;br /&gt;Tender and insouciant by turns, you see&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You have built a mountain of something,&lt;br /&gt;Thoughtfully pouring all your energy into this single monument,&lt;br /&gt;Whose wind is desire starching a petal,&lt;br /&gt;Whose disappointment broke into a rainbow of tears.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John Ashbery, do livro &lt;em&gt;Rivers and Mountains &lt;/em&gt;(1966)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas cidades lacustres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas cidades lacustres nasceram de dentro do desprezo&lt;br /&gt;E passaram a algo esquecido, embora furioso com a história.&lt;br /&gt;São o produto de uma idéia: que o homem é horrível, por exemplo,&lt;br /&gt;Embora este seja apenas um exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emergiram até que uma torre&lt;br /&gt;Controlasse o céu, e em um ardil mergulharam de volta&lt;br /&gt;No passado, para cisnes e  pontiagudos ramos,&lt;br /&gt;Queimando, até que todo aquele ódio se transformasse em amor inútil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então lhe largam com uma idéia de você mesmo&lt;br /&gt;E a sensação do vazio crescente da tarde&lt;br /&gt;Que se deve ao embaraço dos outros&lt;br /&gt;Que lhe atravessam como faróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite é uma sentinela.&lt;br /&gt;Muito do seu tempo foi ocupado por jogos criativos,&lt;br /&gt;Até agora. Mas temos planos para você, com tudo incluído.&lt;br /&gt;Pensamos, veja só, em lhe enviar para o deserto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um mar violento, ou de fazer a proximidade dos outros ser ar&lt;br /&gt;Para você, pressionando-lhe de volta para um sonho assustado,&lt;br /&gt;Enquanto a maresia saúda a face de uma criança.&lt;br /&gt;O passado já chegou, e você alimenta algum projeto privado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior não passou ainda, mas eu sei&lt;br /&gt;Que você será feliz aqui. Por conta da lógica&lt;br /&gt;Da sua situação, que é algo que nenhum clima pode superar.&lt;br /&gt;Ora terno, ora indiferente, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você construiu uma montanha de alguma coisa,&lt;br /&gt;Pondo ponderadamente toda sua energia nesse único monumento,&lt;br /&gt;Cujo vento é o desejo engomando uma pétala,&lt;br /&gt;Cujo desapontamento partiu-se num arco-íris de lágrimas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-7869616818677749607?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/7869616818677749607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=7869616818677749607' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/7869616818677749607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/7869616818677749607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/09/these-lacustrine-cities-these.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/Sp0gxwiHnlI/AAAAAAAAAF0/HTgvgPZo2mw/s72-c/ja-et-al-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-4011992068347327227</id><published>2009-08-13T10:55:00.006-03:00</published><updated>2009-08-14T17:24:07.179-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Something is Lost&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SoXHoTnxBvI/AAAAAAAAAFc/TqtvpYFQQTc/s1600-h/lost-namaste.png"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 216px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SoXHoTnxBvI/AAAAAAAAAFc/TqtvpYFQQTc/s400/lost-namaste.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369917625984943858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2005 (ou foi 2004?), lembro de estar pelas mesinhas de pedra da Casa de Cultura Francesa, em Fortaleza, convencendo Alinne, Igor e Thaís a assistirem a nova série da AXN, cujo primeiro episódio abria com uma queda de avião violentíssima sobre uma ilha tropical por onde passeavam ursos polares. A princípio, fui esnobado. Alinne e Thaís estavam envolvidas demais com &lt;em&gt;Gilmore Girls&lt;/em&gt;. Igor também, embora não o confessasse. A série, naturalmente, era &lt;em&gt;Lost&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro ano de Lost tinha um frescor sem precendente. De algum modo, a série parecia capturar algo da condição do homem contemporâneo, ou coisa do tipo. Tinha uma atmosfera filosófico-místico-realista, trabalhando muito conscientemente com personagens clichês - o médico cheio de conflitos com o pai, também médico, o rockeiro drogado, a adolescente grávida prestes a doar o filho, o mulçumano com passado terrorista -, só para descascá-los aos poucos, até o sistema nervoso, revelando-lhes a miséria. Mas, em contraponto à miséria, havia em todos, lançados para fora do cotidiano político global, um senso de possibilidade, de abertura que lhes foi contagiando a medida em que os hábitos do passado perdiam sentido, porque não tinham mais função. Pela primeira vez na história da televisão, havia um seriado com personagens que escapavam ao caricato, porque um dos motivos da série era justamente destruí-los enquanto caricatura, e não caíam na vala bolorenta de pessismismo existencialista: pelo contrário, eles queriam ser melhores do que eram, não por conta de bons sentimentos progressistas, mas por um desejo de organização, de estruturação da realidade. Antes, viviam em uma sociedade que era, sim, completamente organizada, mas cuja organização era automática, movia-se por si só, à revelia de suas trajetórias pessoais, e eles mesmos eram apenas instrumentos, por isso sentiam-se desorientados em um mundo cheio de orientações e sinalizações. Na ilha, um ambiente sem qualquer organização prévia, o desejo de estruturação nascia de valores básicos que a vida moderna numa cidade grande não lhes permitia experienciar: o pasmo essencial acerca do simples fato de estar vivo, o sentido do próprio corpo e da finitude diante do mundo natural (há mais na Terra do que as nossas próprias criações - ter idéia sentida disso nos põe muito mais humildes), a empatia pelas pessoas ao seu redor. Eram mortos voltando à vida. Na praia, caminhavam sob o sol ofuscados, como se vissem a manhã pela primeira vez. Essa nova vida era constratada em &lt;em&gt;flahshbacks&lt;/em&gt; com a vida passada, mas não para condenar essa vida passada, mas antes para sugerir que ela podia ser transformada. Na ilha, é como se Jacob ou alguma inteligência suprema dissesse: isso é tudo o que vocês podem ser, alegrem-se. Toda essa positividade, claro, era destruída, depois, por eles mesmos, porque o homem é negatividade. Para criar, tem de esforçar-se. Para destruir, basta se deixar levar. Mas tão logo destruída essa positividade tornava a se formar ao redor deles, emanando da ilha e do mar. A direção, por pura classe, tratava a trama com reservas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso, meu queridos, foi anos atrás. Já há algum tempo &lt;em&gt;Lost &lt;/em&gt;estava em bancarrota. Meu amigo Fábio comenta que tem algo a ver com o fato de ter migrado da tv paga para a tv aberta. Não sei. Sei que a quinta temporada pôs a pá final sobre a série, que desceu para o nível de um programa de tv apenas divertido. Os próprios escritores da série assumem a derrocada, apelando para uma guinada humorística e metalingüística, pondo os próprios personagens para discutirem sobre os conflitos do enredo, como que encenando a posição dos telespectadores. Na certa, acharam essa idéia &lt;em&gt;totally cool&lt;/em&gt;, e poderia até ser, em outras circunstâncias. Mas como modo de mascarar o esvaziamento de sentido do programa não funciona. Na verdade, só o ressalta. A trama agora é tratada com escandaloso sensacionalismo. Tudo é grandioso e surpreendente, o que acaba soando sempre sem propósito, agora que a série se tornou uma paródia dela mesma. A sutileza foi para o espaço. Sawyer grita para Julliet prestes a cair no poço, e não sentimos nada (aliás, mal se deram ao trabalho de representar a aproximação de Sawyer e Julliet - simplesmentes referiram-se à idéia de que os dois viveram três anos juntos e, pronto, temos de engolir isso e nos esforçar para vê-los como um casal amoroso). O que caiu no poço foi a criatividade. O ator que faz Sawyer até se esforça, grita com toda a força dos pulmões, e é inútil. Nada. Jack e seu olhar agora constantemente vago, como se já não soubesse também o que aconteceu com &lt;em&gt;Lost&lt;/em&gt;. Vazio infame. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Maybe next time&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-4011992068347327227?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/4011992068347327227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=4011992068347327227' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/4011992068347327227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/4011992068347327227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/08/em-2005-ou-foi-2004-lembro-de-estar.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SoXHoTnxBvI/AAAAAAAAAFc/TqtvpYFQQTc/s72-c/lost-namaste.png' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-8366941512587347919</id><published>2009-08-10T19:39:00.000-03:00</published><updated>2009-08-10T19:40:25.348-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Real deal do real deal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SoChujrWO5I/AAAAAAAAAFU/rDk7M2_mUPU/s1600-h/tom.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 359px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SoChujrWO5I/AAAAAAAAAFU/rDk7M2_mUPU/s400/tom.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368468577048738706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-8366941512587347919?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/8366941512587347919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=8366941512587347919' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/8366941512587347919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/8366941512587347919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/08/real-deal-do-real-deal.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SoChujrWO5I/AAAAAAAAAFU/rDk7M2_mUPU/s72-c/tom.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-2549477725165365732</id><published>2009-08-08T09:51:00.003-03:00</published><updated>2009-08-08T10:14:35.324-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Only pets, no cigarettes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/Sn15zd0DpGI/AAAAAAAAAFM/rOEiaUM3yFk/s1600-h/smoking+tom.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/Sn15zd0DpGI/AAAAAAAAAFM/rOEiaUM3yFk/s400/smoking+tom.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367580255978759266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tom Waits segundos antes de ser convidado a apagar o cigarro ou retirar-se do bar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficam agora proibidas as crianças em São Paulo de fumar em bares e outros estabelecimentos aonde se vai tradicionalmente para beber e para fumar. As outras crianças incomodam-se. A metrópole é um &lt;em&gt;playground&lt;/em&gt;; José Serra é a babá. Dizem que se desperdiça dinheiro demais na área de saúde por conta de fumantes. Dizem que se desperdiça, porque, como obesos daqui a mais alguns anos para frente e como os judeus há alguns anos para trás, fumantes não merecem viver - são gente suja, viciosa, desaforada. Esquecem que fumantes também pagam impostos, bancando os muitos outros vícios das outras crianças. A história do cigarro é longa e se perde na memória dos tempos, mas nunca se ouviu alguém que dissesse "fumei ali um cigarro e acabei atropelando dois". As crianças podem se ajoelhar em banheiros de boates e, com candura infantil, performar boquetes em outras crianças. Fumar não podem. Afinal, é preciso ter valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso tudo, fico com o Álvaro de Campos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.&lt;br /&gt;Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada&lt;br /&gt;E com o desconforto da alma mal-entendendo.&lt;br /&gt;Ele morrerá e eu morrerei.&lt;br /&gt;Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.&lt;br /&gt;A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.&lt;br /&gt;Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,&lt;br /&gt;E a língua em que foram escritos os versos.&lt;br /&gt;Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.&lt;br /&gt;Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente&lt;br /&gt;Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre uma coisa defronte da outra,&lt;br /&gt;Sempre uma coisa tão inútil como a outra,&lt;br /&gt;Sempre o impossível tão estúpido como o real,&lt;br /&gt;Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,&lt;br /&gt;Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)&lt;br /&gt;E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.&lt;br /&gt;Semiergo-me enérgico, convencido, humano,&lt;br /&gt;E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los&lt;br /&gt;E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.&lt;br /&gt;Sigo o fumo como uma rota própria,&lt;br /&gt;E gozo, num momento sensitivo e competente,&lt;br /&gt;A libertação de todas as especulações&lt;br /&gt;E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois deito-me para trás na cadeira&lt;br /&gt;E continuo fumando.&lt;br /&gt;Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bonito, Álvaro. Mas o Destino pode até conceder. O governo das crianças, não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-2549477725165365732?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/2549477725165365732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=2549477725165365732' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/2549477725165365732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/2549477725165365732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/08/only-pets-no-cigarettes-tom-waits.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/Sn15zd0DpGI/AAAAAAAAAFM/rOEiaUM3yFk/s72-c/smoking+tom.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-318279223964167794</id><published>2009-08-03T22:12:00.001-03:00</published><updated>2009-08-03T22:14:18.976-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;No trem de Mariana a Ouro Preto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SneLGPmCxoI/AAAAAAAAAFE/wVCXavUkQl0/s1600-h/no+trem+de+mariana+a+ouro+preto.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SneLGPmCxoI/AAAAAAAAAFE/wVCXavUkQl0/s400/no+trem+de+mariana+a+ouro+preto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365910420416808578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trem de Mariana a Ouro Preto&lt;br /&gt;vai rente à janela, &lt;br /&gt;que é do tipo de gente&lt;br /&gt;que se derrama &lt;br /&gt;continuamente&lt;br /&gt;sobre algum infinito,&lt;br /&gt;o tipo de gente sempre metade&lt;br /&gt;irreal, &lt;br /&gt;sempre metade&lt;br /&gt;falta -&lt;br /&gt;a grande falta universal&lt;br /&gt;do que nos espelha&lt;br /&gt;e dilacera, ora confusa &lt;br /&gt;com a falta de amor e de dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trem de Mariana a Ouro Preto&lt;br /&gt;lhe esboço o retrato&lt;br /&gt;à contracapa de uma antologia de Vinícius,&lt;br /&gt;lírico de fracassos:&lt;br /&gt;um perfil guarda memória;&lt;br /&gt;o outro desejo,&lt;br /&gt;múltipla cintilância:&lt;br /&gt;tua parte montanha, tu queda d’água&lt;br /&gt;e olho de abismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solto o livro, que cai ao colo,&lt;br /&gt;estúpido e real, e me volto&lt;br /&gt;à janela, particular&lt;br /&gt;precipício:&lt;br /&gt;sempre duas histórias se contam&lt;br /&gt;no mesmo rosto&lt;br /&gt;fingido -&lt;br /&gt;o que se sonhou e o que foi feito&lt;br /&gt;no trem de Mariana a Ouro Preto.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;3 de agosto de 2009&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-318279223964167794?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/318279223964167794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=318279223964167794' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/318279223964167794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/318279223964167794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/08/no-trem-de-mariana-ouro-preto-no-trem.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SneLGPmCxoI/AAAAAAAAAFE/wVCXavUkQl0/s72-c/no+trem+de+mariana+a+ouro+preto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-4178220478623987448</id><published>2009-07-30T18:35:00.002-03:00</published><updated>2009-07-30T18:50:48.669-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Artes impróprias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"The tragic emotion, in fact, is a face looking two ways, towards terror and towards pity, both of which are phases of it. You see I use the word arrest. I mean that the tragic emotion is static. Or rather the dramatic emotion is. The feelings excited by improper arts are kinetic, desire or loathing. Desire urges us to possess, to go to something; loathing urges us to abandon, to go from something. The arts which excite them, pornographical or didactic, are therefore improper arts. The esthetic emotion (I used the general term) is therefore static. The mind is arrested and raised above desire and loathing".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A emoção trágica, de fato, é uma face que olha para dois lados, em direção ao terror e em direção à piedade, que são fases dela. Repare que uso a palavra capturar. Quero dizer que a emoção trágica é estática. Ou antes a emoção dramática o é. Os sentimentos excitados por artes impróprias são cinéticos, desejo ou abominação. O desejo nos estimula a possuir, a ir para algo; a abominação nos estimula a abandonar, a ir para longe de algo. As artes que os excitam, pornográficas ou didáticas, são, desse modo, impróprias. A emoção estética (uso o termo geral) é, por sua vez, estática. A mente é capturada e elevada acima do desejo e da abominação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James Joyce, &lt;em&gt;A Portrait of the Artist as a Young Man &lt;/em&gt;(1914)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-4178220478623987448?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/4178220478623987448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=4178220478623987448' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/4178220478623987448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/4178220478623987448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/07/artes-improprias-tragic-emotion-in-fact.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-2026217839752464832</id><published>2009-07-19T18:52:00.002-03:00</published><updated>2009-07-19T19:58:53.991-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;On Beauty&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The current habit of desecrating beauty suggests that people are as aware as they ever were of the presence of sacred things. Desecration is a kind of defense against the sacred, an attempt to destroy its claims. In the presence of sacred things, our lives are judged, and to escape that judgment, we destroy the thing that seems to accuse us.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hábito corrente de profanar a beleza sugere que as pessoas estão tão cientes quanto em qualquer outra época acerca da presença de coisas sagradas. Profanar é um modo de defesa contra o sagrado, uma tentativa de destruir suas afirmações. Na presença das coisas sagradas, nossas vidas são julgadas, e, para escapar desse julgamento, nós destruímos a coisa que parece nos acusar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roger Scruton, &lt;a href="http://www.city-journal.org/2009/19_2_beauty.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Escrevi um pouco sobre isso em uma entrada de dias atrás, sobre o filme &lt;em&gt;A partida&lt;/em&gt;, em que expressei meu descontentamento em relação a certo tipo de arte que apenas nos devolve a nós mesmos - que apenas, no fim das contas, alimenta nossa ansiedade, funcionando mais como pornografia disfarçada, entendendo pornografia como tudo o que excita apenas nossos desejos vaidosos mais mesquinhos, em especial aqueles que, para nosso olhar lacrimoso indulgente e cheio de auto-piedade, ganham aparência de impulso positivo, mas que não vão muito além de um baixo romantismo vicioso. Entedia-me imensamente o ar blasé dos artistas em relação à moral. E me enoja: são pessoas com essa espécie de mentalidade super-erotizada e narcísica que, saindo das faculdades de Belas Artes, Filosofia e Letras, repassam essa postura desagregadora, com ares de sábios descolados, para novas gerações de adolescentes já suficientemente fodidos na cabeça pela propaganda e pela televisão. Não que eu não seja também super-erotizado e narcísico: é impossível não ser contaminado pelo bombardeio sígnico que nos acossa em toda parte e que faz com que nos percamos dentro de nossos próprios grandes pensamentos vazios, que vão e vêm. Mas, se temos um cérebro, mesmo um que esteja à deriva, é possível também esforça-se para ir para fora disso, mesmo que sejamos sempre tragados de volta, e o esforço seja sempre contínuo. Daí ser não apenas importante, mas mais exatamente&lt;em&gt; vital &lt;/em&gt;- no sentido mesmo de que só assim é possível sobreviver - ter em vista algo fora de nós, algo maior do que nós, do qual fazemos parte e perante o qual somos julgados. A grande doença da arte e da sociedade contemporânea é essa mesmo que Scruton aponta: nossa ódio à idéia de ser julgado. É como se houvesse um acordo tácito de que somos todos canalhas-querendo-ser-bacanas, de modo que ninguém sente-se à vontade para passar um julgamento, sob o risco de ser qualificado de hipócrita. Mas somos mesmo todos canalhas-querendo-ser-bacanas, e já há muito se sabe disso, que tudo é vaidade e que somos todos pó. Mas mesmo canalhas como nós constroem algo maior do que eles: uma canção que seja, um poema, uma família. Simplesmente não conseguimos evitar, em algum momento, em meio a toda a nossa sujeira, ser melhor do que realmente somos. Para alguns artistas ou filósofos ou mero sofredores, revoltados ou de-bem-com-a-vida de plantão, isso talvez pareça abominável - que a porcaria do ser humano seja capaz de partilhar, mesmo que assustado diante disso, do bem. O fato é que podemos. Isso é universal. E, se isso é possível, é possível que se julgue, e é preciso que se julgue. Quem quer viver em um mundo cujo modo mental padrão é o modo mental de um estudante de filosofia, de classe-média, posando temporariamente de neo-hippie, cujo único projeto a longo prazo é descolar gatinhas que dizem que 'a balada lá é muito boa'? Desconfio que nem o estudante de filosofia realmente deseja isso - só está com a mente atulhada demais de porcaria pseudo-libertadora para raciocinar-se a si mesmo para fora disso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-2026217839752464832?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/2026217839752464832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=2026217839752464832' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/2026217839752464832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/2026217839752464832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/07/on-beauty-current-habit-of-desecrating.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-1496159274281140445</id><published>2009-07-16T23:50:00.003-03:00</published><updated>2009-07-17T00:01:03.378-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Any love&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/Sl_oHnHwv7I/AAAAAAAAAE8/7e_joK9TN0o/s1600-h/zelda-scott.bmp"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 275px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/Sl_oHnHwv7I/AAAAAAAAAE8/7e_joK9TN0o/s400/zelda-scott.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359257299052445618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;I am sorry that there's nothing to greet you but an empty shell... I love you anyway - even if there isn't any me or any love or any life."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Desculpe por não haver nada para recebê-lo, exceto uma concha vazia...De qualquer jeito, eu te amo - mesmo se não há nenhum eu ou nenhum amor ou nenhuma vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zelda Fitzgerald, por carta, para Scott, em junho de 1935.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-1496159274281140445?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/1496159274281140445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=1496159274281140445' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/1496159274281140445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/1496159274281140445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/07/any-love-i-am-sorry-that-theres-nothing.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/Sl_oHnHwv7I/AAAAAAAAAE8/7e_joK9TN0o/s72-c/zelda-scott.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-7625660947832338008</id><published>2009-07-16T17:32:00.001-03:00</published><updated>2009-07-16T17:34:58.769-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A uma outra passante pós-baudelairiana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;um pouco ao modo parnaso-contemporâneo,&lt;br /&gt;just for the fun ot it&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os pés da moça&lt;br /&gt;são tema&lt;br /&gt;para o poema&lt;br /&gt;e para a vida:&lt;br /&gt;o fino trato&lt;br /&gt;como trota&lt;br /&gt;sobre o asfalto&lt;br /&gt;é o passo&lt;br /&gt;que persigo&lt;br /&gt;no verso&lt;br /&gt;e no abismo&lt;br /&gt;de ser além&lt;br /&gt;do meu umbigo:&lt;br /&gt;antes o que ia&lt;br /&gt;sem direção&lt;br /&gt;ou poesia&lt;br /&gt;da estação à praça&lt;br /&gt;agora este &lt;br /&gt;que sou&lt;br /&gt;que passa&lt;br /&gt;entre camelôs&lt;br /&gt;no rastro da fêmea&lt;br /&gt;pela graça&lt;br /&gt;de tê-la&lt;br /&gt;efêmera&lt;br /&gt;na tarde&lt;br /&gt;e sempre&lt;br /&gt;na arte&lt;br /&gt;esta outra metade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;15 de julho de 2009&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-7625660947832338008?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/7625660947832338008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=7625660947832338008' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/7625660947832338008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/7625660947832338008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/07/uma-outra-passante-pos-baudelairiana-um.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-5870518644994964611</id><published>2009-07-14T19:15:00.001-03:00</published><updated>2009-07-14T19:43:13.841-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Poema para acordar às dez da manhã&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/Sl0Iy1hZsfI/AAAAAAAAAE0/4DdQMXU7gmg/s1600-h/m%C3%A1rciapicture.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 387px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/Sl0Iy1hZsfI/AAAAAAAAAE0/4DdQMXU7gmg/s400/m%C3%A1rciapicture.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358448801094414834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo vem claro à consciência&lt;br /&gt;que na manhã de julho &lt;br /&gt;há música ruim no rádio&lt;br /&gt;e britadeiras e martelos&lt;br /&gt;na casa de baixo&lt;br /&gt;renovando paredes&lt;br /&gt;tetos e assoalhos&lt;br /&gt;que vos guardem do crime&lt;br /&gt;que vos guardem da terra&lt;br /&gt;do infinito Universo espedaçado&lt;br /&gt;e toda essa poeira sobe &lt;br /&gt;para meus pulmões cansados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luís me liga, diz que largou os cigarros.&lt;br /&gt;Ana, por mensagem, largou Luís -&lt;br /&gt;quer com urgência os discos de Mercedes de volta,&lt;br /&gt;e o que me encanta &lt;br /&gt;é a urgência em ouvir Mercedez&lt;br /&gt;e o fato de que, afinal, nada tenho a ver com tudo isso,&lt;br /&gt;eu que acordei&lt;br /&gt;para um apartamento vazio&lt;br /&gt;para pratos sujos na pia&lt;br /&gt;e nem um bom dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Luís, eu digo,&lt;br /&gt;fuma mais, fuma ainda,&lt;br /&gt;e Ana, calma lá, &lt;br /&gt;que Luís sempre quis o seu melhor&lt;br /&gt;embora tenha sido sempre um bêbado.&lt;br /&gt;Mas repara como dança bem o tango.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecho a cortina&lt;br /&gt;contra o sol, por despeito,&lt;br /&gt;e ponho uma gaja de Lisboa &lt;br /&gt;para cantar:&lt;br /&gt;“não mintas a ti mesmo &lt;br /&gt;se há quem te minta também”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os recém-desiludidos &lt;br /&gt;do amor,&lt;br /&gt;os recém-desiludidos de julho&lt;br /&gt;não respeitam o ritmo lento&lt;br /&gt;matinal&lt;br /&gt;dos desiludidos de abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nota&lt;/strong&gt;: a gaja escuta-se &lt;a href="http://www.myspace.com/fraiseavantgarde"&gt;aqui&lt;/a&gt;. A imagem que acompanha meu poema é dela. Ando escrevendo poemas em vez da dissertação. Não é boa idéia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-5870518644994964611?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/5870518644994964611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=5870518644994964611' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/5870518644994964611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/5870518644994964611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/07/poema-para-acordar-as-dez-da-manha-logo.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/Sl0Iy1hZsfI/AAAAAAAAAE0/4DdQMXU7gmg/s72-c/m%C3%A1rciapicture.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11150883.post-1828348916429141035</id><published>2009-07-08T19:43:00.000-03:00</published><updated>2009-07-08T19:45:03.579-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Para o ano&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SlUhO-x5TgI/AAAAAAAAAEs/4b2vYkhCYvs/s1600-h/fernando_pessoa+toy.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SlUhO-x5TgI/AAAAAAAAAEs/4b2vYkhCYvs/s400/fernando_pessoa+toy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356223873081232898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquem com o Fernando Pessoa enquanto escrevo minha dissertação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11150883-1828348916429141035?l=dessincronizado.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dessincronizado.blogspot.com/feeds/1828348916429141035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=11150883&amp;postID=1828348916429141035' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/1828348916429141035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11150883/posts/default/1828348916429141035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dessincronizado.blogspot.com/2009/07/para-o-ano-fiquem-com-o-fernando-pessoa.html' title=''/><author><name>Odorico Leal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701002777297965404</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='04514366594074058425'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_AbXjUTHLo5s/SlUhO-x5TgI/AAAAAAAAAEs/4b2vYkhCYvs/s72-c/fernando_pessoa+toy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry></feed>